19 de setembro de 2016

Mínimos Oratórios d'Água para Guardar Hojes

XVIII - não era pra ser assim -


 Não era pra ser assim.
O despreparo apressado da razão
 arrazoando as rezas ribeirinhas da tarde,
em desprezo e redemoinho.

Um ninho de arames a confortar
o que já não tínhamos há muito
suspenso nas árvores.

Mas sim no lado abissal
 dos  corais.

Não era assim. Os florais submersos.
A dimensão de um mundo voo,
 idealizado novo,
sob a inspeção dos anjos,
já faltos de asas.

Era mais!

Era o flanar das falésias,
o sorriso agarrado na Boca
da Barra...
desde a infância...
desde as ovas.

Das ogivas elementares.

Do berro definitivo
a contorcer-se na escala
de importância dos ventres.

O ventrículo dos vitrais
abertos na igreja mitral,
a aparar os entrares
do pôr do sol no peito.

Não era só.
Que eu orava.
No pó do pátio.

A prioridade no leito dos olhos
fechando-se em ilha...

Era a navalha das coisas
distorcidas.

O esmerilho das mágoas
limando as farpas, as facas, as forças
no fim do fim.

Não era assim...
Os querubins quebrantados
de fôlego,
sob  as alegações iniciais.
Dos nomes. Dos cardumes.

Dos mínimos ânimos anêmicos.
Frágeis. Faciais.
Desarmônicos de coração.

Não era assim...essa agonia exposta
 como as duas tainhas lanhadas
no meu sonho.

Uma delas virando o pescoço
 - que sequer tinha - ,
com o dorso recheado...
o olho direito arregalado
desde o além
de onde me percorro.

Olhava-me de sim e de socorro.

Não era pra ser assim. Pra ninguém.
Porque ninguém sabia das alegorias
 de ser assim nesse mundo...
de ladainhas perdidas.

Nem as tainhas.
Nem as iscas mordidas
de mim.

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